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20/07/2010
DOMINGO PARA HOMENAGENS A COLONOS E MOTORISTAS
As dimensões territoriais do Brasil e a precariedade de suas estradas tornam a atividade profissional de motorista um ato de amor e de bravura. Os riscos não se restringem ao mau estado das vias tendo também a presença dos "piratas de cargas" como ameaça constante. A baixa remuneração dos fretes e as dificuldades de manutenção adequada dos veículos, com risco permanente de acidentes, são fatores desestimulantes para a atividade de caminhoneiros. Mesmo assim, milhares desses bravos heróis da estrada estão neste momento cortando este país continental cumprindo a sua missão. Trata-se de uma vocação que, muitas vezes passa de pai para filho e envolve a família inteira. A cada partida está a incerteza do retorno. Nos tempos modernos o computador e o celular minimizam a saudade e o GPS, facilita o monitoramente e o desbravamento de caminhos nunca antes percorridos. Em vários outros setores de atividades da civilização moderna brilham as estrelas dos motoristas profissionais, como no transporte de passageiros, ônibus, táxis, transporte escolar, construção civil e tantos outros. Esta atividade requer preparo, intelectual e físico, bem como muita   responsabilidade, fazendo desses profissionais seres valorosos e diferenciados.

COLONOS OU AGRICULTORES

A data ficou conhecida tradicionalmente como Dia do Colono, que nada mais é do que o homem ou a mulher da terra. Essa gente de mãos calejadas, acostumada com os rigores da agricultura, no começo era conhecida como colono. Isto se devia ao fato de que através da agricultura se deu o processo de ocupação do nosso território pelos grupos de pessoas que eram para cá enviados pelas companhias colonizadoras.  Muitos deles eram pessoas de outras atividades como professores, cientistas, engenheiros, que tiveram que abrir picadas em matas virgens, lutar com animais selvagens, plantar e construir cidades. Colono se tornou sinônimo de homem rural. Aqui em nosso Cacequi, diante da existência das grandes fazendas de gado, cuja agricultura praticada era apenas de subsistência, assim como em todo o pampa gaúcho, a presença dos colonos não foi tão sentida. A chegada da agricultura familiar, por aqui ocorreu apenas nas últimas décadas, tendo antes as lavouras de arroz e soja. A metade norte do Rio Grande do Sul e várias outras regiões prósperas do Brasil alcançaram essa condição graças ao trabalho heróico dos colonos. Hoje seus descendentes estão espalhados por toda parte, gerando progresso, riqueza e conhecimento. Cacequi também se beneficia disto com aqueles que aqui introduziram várias outras atividades rurais, quebrando o domínio exclusivo da pecuária. São todos merecedores do reconhecimento e valorização por parte da sociedade brasileira.

 
 
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